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Rostos Santacombadenses

... dar voz aos filhos de Santa Comba Dão!

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José da Silva Carvalho

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José da Silva Carvalho é um dos mais ilustres santacombadenses embora pouco conhecido da maioria das gentes. Foi ministro e magistrado, e deputado por várias vezes às "Cortes". Condecorado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada e com a Ordem de Carlos III de Espanha, foi o primeiro Presidente do Supremo Tribunal de Justiça.
José da Silva Carvalho nasceu em Vila Deanteira, lugar da freguesia de São João de Areias, em 19 de Dezembro de 1782, filho de José da Silva Saraiva e Ana Maria de Jesus (Carvalho), humildes lavradores, Frequentou o Colégio das Artes em Coimbra e em 1805 licenciou-se pela Faculdade de Leis da Universidade de Coimbra. Em 1810 foi colocado como Juiz de Fora da vila de Recardães e em 1814 foi nomeado Juiz dos Órfãos do Porto e é nesta cidade que inicia a sua vida política. Em 1811 casou com Maria Clara Esteves Correia de Brito.
É um dos obreiros da Revolução Liberal de 1820 que entre outras pretensões exigia o retorno imediato da Corte que estava no Brasil e, com o sucesso da revolta, foi eleito membro da Junta Provisional preparatória das Cortes. Mais tarde fez parte da Regência do Reino até ao regresso do Brasil de D. João VI e com a chegada do rei a Lisboa [1821] foi-lhe confiada a pasta dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça. Em 1823 é forçado a emigrar para Inglaterra [1º exílio] devido ao crescendo absolutista. Com a morte de D. João VI e a aclamação de D. Pedro IV [liberal], Silva Carvalho é amnistiado e regressa a Portugal, mas retira-se da vida política e refugia-se na sua propriedade em Vila Deanteira. Entretanto, D. Pedro IV abdica do trono a favor de sua filha D. Maria que deveria casar com D. Miguel irmão de D. Pedro. D. Miguel chegou a Portugal e de imediato traiu o juramento que tinha feito à Carta Constitucional proclamando-se rei absolutista e começou a perseguir os liberais. Silva Carvalho consegue ludibriar os seus perseguidores, foge da Vila Deanteira disfarçado de criado e alcança Lisboa. Ruma novamente a Inglaterra. É o 2º exílio de Silva Carvalho. No estrangeiro, os liberais agrupam-se, D. Pedro IV [D. Pedro I do Brasil] abdica no Brasil em favor de seu filho [D. Pedro II do Brasil] e ruma a Portugal para restabelecer o trono nas mãos de sua filha. Silva Carvalho, na altura, foi nomeado Auditor Geral do Exército Libertador e mais tarde D. Pedro deu-lhe o cargo de ministro da Fazenda e depois da Justiça. D. Maria foi aclamada rainha como D. Maria II e a paz voltou ao reino. Contudo, com a morte de D. Pedro IV [1824], Silva Carvalho perde influência e em 1826 vê-se na contingência de, mais uma vez, sair de Portugal, é o seu 3º exílio. Em 1838, Silva Carvalho regressa a Portugal, jura a Constituição, estende a mão aos adversários e continua a sua carreira de legislador e de magistrado.
Silva Carvalho, que recusou títulos de nobreza que lhe encobrissem a sua origem plebeia em virtude de ser Maçon, faleceu em Lisboa a 5 de Setembro de 1856 e está sepultado no Cemitério dos Prazeres [Lisboa] no sector das figuras ilustres de Portugal.
Silva Carvalho está homenageado na sua Vila Deanteira natal com um busto e o país, mais propriamente o Banco de Portugal, homenageou-o estampando a sua figura em nota de quinhentos escudos no ano de 1932.

fontes: wikipedia voz do seven

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