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Rostos Santacombadenses

... dar voz aos filhos de Santa Comba Dão!

Rostos Santacombadenses

... dar voz aos filhos de Santa Comba Dão!

Joaquim Casimiro Oliveira Cordeiro

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Joaquim Casimiro Oliveira Cordeiro, nasceu em Santa Comba Dão, a 21 de Março de 1949 e era filho de Francisco Cordeiro e Conceição Oliveira.
Casou com Maria Helena Cordeiro e do enlace nasceram quatro filhos, Laurentina, Lena, Miguel e Nuno.
Não sabemos de onde advém o alcunha de "Chinês", possivelmente por uma pequena "parecença", (olhos muito rasgados) do Quim e dos seus familiares, principalmente os do sexo masculino, (já o seu avô Casimiro da Varzea, o era), com os naturais da China e outros países Asiáticos..
Mas era assim que era sobejamente conhecido, por todo o lado Quim "Chinês", e até tinha um certo orgulho no "titulo".
Desde muito novo, que este nosso amigo, tinha a paixão por tractores e trabalhos agrícolas, e logo que teve oportunidade, com muito trabalho e sacrifício, adquiriu uma dessas máquinas com as respectivas alfaias.
Começou assim uma vida de trabalhos árduos. Não tinha horário de trabalho e o tempo de descanso era quase nulo.
Muito prestável também, Quim "Chinês", sempre que necessário e quando "a coisa apertava", era vê-lo na ajuda da extinção de incêndios em mato, com a sua máquina e respectivo "bahuer" ou pulverizador, a desatolar ou retirar outras máquinas e viaturas de situações difíceis, ajudar amigos, era um autentico bombeiro sem farda.
Algumas vezes e em tempos idos, chegou mesmo a conduzir o carro dos bombeiros.
Colaborava sempre em actividades locais, fosse em festas, carnavais ou outras demonstrações de carácter associativo.
Sucessivamente foi adquirindo, novos tractores e maquinaria mais potente e moderna, para satisfazer as necessidades dos seus clientes, a par do cultivo da planta do tabaco, cereais e fornecimento de lenhas.
Gostava também da "farra", das tertúlias e da salutar convivência com os amigos, e se tinha muitos !
A seu lado ninguém estava triste e nunca passava por ninguém, fosse por quem fosse, sem saudar, ora verbalmente, ou com o gesto que o caracterizava .
O trabalho, não o matava, mas uma doença hereditária, a diabetes, cedo começou a minar o Quim "Chinês", que com o tempo foi perdendo a visão e a alegria de viver.
Precocemente, aos 59 anos de idade, o Quim deixou-nos, no dia 16 de Julho de 2008.
Uma perda difícil de superar, não só pela família, mas também pelos amigos.A sua modéstia, educação e disponibilidade para ajudar os outros, ficou bem patente, digna de figura típica e de um bom "Rosto Santacombadense".

(Foto e dados biográficos da familia/Texto E.Branquinho

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